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Linhas de Pesquisa

por profhistoria@unespar.edu.br publicado 14/06/2018 19h47, última modificação 12/12/2018 19h32
Descrição das Linhas de Pesquisa componentes do Programa

Saberes e Linguagens

A linha de pesquisa Saberes e Linguagens objetiva analisar como determinados saberes constituídos historicamente são expressos em linguagens específicas no cenário público, bem como propor com e para audiências variadas novos entendimentos sobre a história.                                                                                                                                                            Atualmente, o significado de Saberes permite incluir uma grande variedade de pensamentos, sistematizados ou não. É possível, por exemplo, compreendermos os discursos acadêmicos, as práticas fundamentadas na oralidade, as representações religiosas, as tradições populares, as concepções classistas acerca de acontecimentos diversos, entre tantos outros, como saberes que, direta ou indiretamente, são acionados e, por vezes, combinados entre si para emitir um posicionamento político, econômico, cultural e social dos seus próprios enunciadores e o espaço no qual se inserem. Apesar da diversidade de saberes passíveis de investigação, o que há em comum entre eles aqui é a relação temporal que estabelecem a partir de determinados fenômenos pretéritos e hodiernos e seu uso pelas mais variadas audiências, o que o torna um objeto em potencial para a História Pública.                                                                               Linguagens, por sua vez, é entendida nessa linha de pesquisa como a(s) forma(s) que expressa(m) os saberes. Nesse sentido, é possível pensar em uma grande variedade de linguagens, como a fotográfica, a teatral, a auditiva, a visual, a musical, a eletrônica, entre outras. Com frequência, essas linguagens são combinadas entre si, casos recorrentes das redes sociais, dos jornais, dos jogos eletrônicos, dos programas de rádio, das telenovelas, dos sites, dos filmes e documentários, dos museus, das histórias em quadrinhos, das manifestações populares, das comemorações cívicas, das séries, dos blogs, dos programas televisivos, das animações, dos centros de memória, das propagandas comerciais, etc. Como um campo de observação, cada linguagem, ou sua respectiva combinação, precisa ser compreendida em suas especificidades: é necessário, por conseguinte, conhecer os mecanismos de formulação e recursos tecnológicos que permitem, propiciam e transformam os saberes em informações comunicáveis, entendendo-as, simultaneamente, em sua historicidade e particularidade técnica.                                                                                                                               Desta forma, a linha de pesquisa Saberes e Linguagens tem como pressuposto teórico a compreensão de que a suposta divisão entre conteúdo (saberes) e forma (linguagem) precisa ser repensada em cada objeto de análise: as linguagens alteram os saberes, bem como os saberes modificam as linguagens para comunicar uma dada mensagem, constituindo-se, assim, dimensões inseparáveis, que se condicionam reciprocamente e que obrigam o historiador público a pensar historicamente acerca das possibilidades e limites da complexa relação entre uma dada configuração sociopolítica, autoria/origem, obra/produto e audiências.                                                                                                             Entre as possibilidades de investigação nessa linha de pesquisa, pode-se problematizar: trajetórias, relações de gênero, narrativas, apropriações de conceitos históricos, práticas de leitura e escrita, mídias, identidade/diferença, usos da história, oralidades e discursos científicos, em um esforço para compreender e, em alguns casos, propor novas relações entre os fenômenos históricos, o presente e o público não especializado.

Docentes Permanentes

 

Docentes Colaboradores

 

Memórias e Espaços de formação

Nesta linha de pesquisa tem-se como propósito analisar as relações entre história e memória em espaços de formação. A memória é aqui compreendida em relação à alteridade, uma vez que se circunscreve ao sujeito, estende-se a grupos e tem seu ápice nas tentativas de imposição de uma memória coletiva. Com frequência, ela pode ser exteriorizada e mediada por elementos materiais, especialmente edificações selecionadas como patrimônio público comum, e por elementos imateriais, tais como modos de fazer, ser e sentir, objetos ou lugares de memória. Nesse sentido, a memória é entendida não apenas como o resultado de interações individuais e coletivas, mas também como campo de esquecimento. Com estas perspectivas de investigação, pode-se analisar, por exemplo, como a memória e a imaginação funcionam enquanto fenômenos de dimensões social, cultural, ideológica, política, emotiva, festiva e traumática.                                                                                                                                                                                                  Os espaços de formação, por sua vez, se expressam nas relações intersubjetivas, nas práticas socioculturais e nas instituições, formais ou não, a partir das quais se dão os processos formativos de sujeitos e de grupos sociais. São manifestações de tais espaços, entre outros, a escola, os museus, os arquivos, os memoriais, as paisagens urbana, rural e natural, o patrimônio cultural, as famílias, as comunidades, o Estado, as religiões, as mídias, as interações e os espaços sociais, assim como os grupos culturais, as representações histórico-culturais que orientam os modos de vida, as sociabilidades e as identidades. É por meio da interlocução e da interação nestes espaços formativos que o passado é inventado, encenado, representado, simbolizado, ressignificado, celebrado e vivido pelas esferas pessoal e pública.                                                                                                                                                                                                    Assim, nesta linha de pesquisa é possível investigar as práticas e os papéis relacionados à apreensão da história e da memória, as formas de elaboração e reelaboração do passado e de si, bem como a partilha da autoridade e da subjetividade em espaços de formação específicos. Pode-se, por exemplo, problematizar a inserção de historiadores no debate público sobre o passado; as formas como o passado é interpretado e exibido nos lugares de memória e nas memórias de lugar; os ambientes de imersão e vivificação memorial e histórica; os processos socioculturais e instituições envolvidas; as estratégias educativas que tratem de formulações sobre passados em espaços extraescolares; as modalidades de coleta, gerenciamento e preservação da história e da memória, entre outras possibilidades. Desta maneira, a linha de pesquisa memórias e espaços de formação está aberta a investigações de um amplo espectro de propostas que articulem, de diversas formas, memórias variadas, distintos espaços de formação e as mais diferentes audiências.

Docentes Permanentes

 

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